TSE estabelece o registro de Flávio no Partido Liberal

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Flávio Bolsonaro vai disputar a presidência da República erm novembro/Arquivo/BBC
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Uma certidão emitida pela Justiça Eleitoral registra a filiação ao Missão na quarta-feira, mesma data em que aparece a saída do senador do PL.

Por Misto Brasil – DF

A campanha de Flávio Bolsonaro enfrentou um impasse no registro da candidatura à Presidência após o sistema da Justiça Eleitoral passar a indicar o senador como filiado ao partido Missão. Com isso, o PL não conseguiu registrar a candidatura no TSE nesta quinta-feira (13).

Uma certidão emitida pela Justiça Eleitoral registrou a filiação ao Missão na quarta-feira (12), mesma data em que aparece a saída do senador do PL. A equipe jurídica da campanha tenta identificar a origem da alteração e verificar como ela foi registrada no sistema.

O registro cria um obstáculo para a oficialização da candidatura de Flávio à Presidência. A legenda tem Renan Santos como candidato ao Palácio do Planalto.

Em comentário divulgado por vídeo, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que o “sistema” estaria tentando impedir sua candidatura.

Em nota, o Missão afirmou que foi “vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro” e, que tentou realizar o cancelamento do ato no Tribunal Superior Eleitoral, mas foi rejeitado pelo órgão.

O partido informou que está adotando as providências cabíveis junto à Polícia Federal e ao TSE para identificar os responsáveis. O partido também disse que alertou o gabinete de Flávio no dia 2 de agosto, mas não obteve respostas por parte da equipe do candidato.

“Ressaltamos, ainda, que não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinho ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção”.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou que a inclusão de Flávio Bolsonaro (PL) no quadro de filiados do partido Missão não foi resultado de um ataque hacker ao sistema da Justiça Eleitoral.
De acordo com a Corte, o registro teria sido feito mediante uso indevido das credenciais de acesso de alguém autorizado pelo Missão a realizar filiações.

Diante do caso, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral e determinou a abertura de um inquérito pela Polícia Judiciária para apurar a autoria e as circunstâncias do registro.

O PL também protocolou um pedido para desfazer a filiação de Flávio ao Missão. A solicitação está sendo analisada pela Justiça Eleitoral.

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