O presidente argentino Alberto Fernández aumentou os impostos sobre as exportações de produtos agropecuários, com um decreto publicado no Diário Oficial, uma medida “urgente” para enfrentar a “grave situação” das finanças públicas da Argentina, de acordo com o texto.
Esta é uma das primeiras medidas econômicas desde que Fernández, um peronista de centro-esquerda, assumiu a presidência na terça-feira passada em um país que está em recessão há mais de um ano, com inflação de 55% ao ano e índice pobreza de quase 40%.
Com esse decreto, teto de taxação de 4 pesos por dólar definido pelo governo do ex-presidente Maurício Macri perde efeito e as retenções ficam em 12%. No governo anterior, essa taxa foi reduzida quase à metade à medida que o peso foi se desvalorizando em relação ao dólar. Na sexta-feira passada, a moeda argentina fechou a 63,07 pesos por dólar, uma desvalorização de 70% desde janeiro de 2018.
O decreto de Fernández é aplicado parcialmente para o trigo, o milho e a soja, que voltarão à taxa de 12%. Para a soja, principal produto de exportação, esse índice se somará aos 18% que já se pagavam. Assim, essa exportação será taxada com 30% de seu preço.
A carne, a pesca, lã, legumes, farinha de trigo, amendoim, arroz, leite em pó, entre outros produtos, serão taxados em 9%. Haverá exceções, como frutas e produtos regionais, que pagarão 5%.


