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Bolsonaro defende cobrança do ICMS dos combustíveis nas refinarias

Posto de Combustível bomba de abastecimento Misto Brasília

Os preços dos combustíveis tiveram substanciais reajustes no ano/Arquivo

O presidente Jair Bolsonaro defendeu a cobrança do ICMS nas refinarias e a possibilidade de usineiros entregarem o etanol diretamente nos postos de gasolina, sem intermédio de distribuidores, como ideias para a redução do preço dos combustíveis.

No entanto, Bolsonaro admitiu que as duas propostas esbarram em resistências e teriam de ser submetidas ao crivo do Congresso Nacional. Algum tipo de compensação para baixar o preço dos combustíveis não encontra eco nos estados. Hoje, a maior arrecadação de ICMS é originária dos combustíveis.

“Acho que a grande solução, olha a dificuldade, passa pelos governadores: cobrar ICMS do preço do combustível na refinaria”, disse o presidente a jornalistas ao deixar o Palácio do Alvorada na manhã desta terça, reconhecendo a dificuldade de compensar os Estados, já em situação econômica complicada, caso a medida fosse adotada.

Bolsonaro citou também projeto em tramitação na Câmara que prevê autorização para a venda direta de etanol aos postos de combustível.

Como alternativa para baixar o preço, secretário da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, cita a redistribuição de recursos oriundos do PIS/Cofins. “O PIS e o Cofins também incidem, de maneira relevante, e poderiam ser utilizados como uma maneira de compensar ou controlar um pouco o aumento do combustível”.

O secretário de Economia do Distrito Federal, André Clemente, também tem opinião semelhante, segundo uma declaração dada ao Metrópoles. “Qualquer medida que afete a arrecadação dos estados e do DF não é razoável. Todas as unidades da Federação têm dificuldade de equilibrar as despesas com as receitas, e a arrecadação do ICMS em combustíveis é uma das mais importantes para nós”,

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