A Delegacia de Atendimento à Mulher do Distrito Federal fornece logo mais informações sobre a prisão de um líder religioso, que se apresentava como pai-de-santo. Ele é acusado de crimes de violação sexual contra quatro mulheres, uma das quais, adolescente. O homem de 31 anos (nome não divulgado) também teria induzido uma das mulheres a um aborto.
Ele dizia incorporar uma entidade e que pelo “amor da vida dele (entidade) em vidas passadas” praticava os atos sexuais. A coordenadora de Políticas de Promoção e Proteção da Diversidade Religiosa da Subsecretaria de Direitos Humanos e Igualdade Racial, Mãe Baiana, informou que ele não é uma liderança nem pai de santo.
Seria um Iaô, que são pessoas iniciadas no candomblé. “Ele se aproveitou do respeito que as pessoas têm pelos pais e mães de santo em Brasília para fazer o que fez”. Em nota, o Grupo Defensores do Axé também se manifestaram sobre o assunto (veja nota abaixo).
Nota
Nós afroreligiosos que integramos o grupo “defensores do axe” grupo constituído para a defesa de nossa religiosidade, comunidade e ancestralidade, vimos a público esclarecer que nosso sagrado e nossa comunidade não coaduna com o errado e com atitudes que afrontam os direitos individuais de cada indivíduo. nossas entidades, não utilizam de práticas abusivas a quem os procuram em busca de conforto espiritual. Apoiamos e pedimos que a investigação no caso de abuso sexual de mulheres, inclusive de uma adolescente por parte de uma pessoa que se diz “pai de santo” seja apurada e caso se confirme sua culpabilidade que o mesmo seja punido na forma da lei.
Atenciosamente,
Ògan Luiz Alves
Coordenador do Grupo Defensores do Axé



















