A direção geral da Polícia Federal determina o retorno imediato de todos os delegados que estão à disposição em outros órgãos ou cedidos para os governos estaduais. Nesta condição estariam 191 profissionais, entre os quais o delegado Anderson Gustavo Torres, que exerce a função de secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.
A comunicação interna assinada pelo diretor-geral, Maurício Leite Valeixo, pegou muitos servidores de surpresa. E não faltam suspeitas de que a decisão é fruto de represálias. No Ministério da Justiça a informação é que a determinação resolve um problema da falta de pessoal em várias atividades, inclusive de investigação.
Nesta semana, secretários estaduais de Segurança pediram a criação do Ministério da Segurança Pública, o que esvazia a atuação do ministro Sérgio Moro.
Nesta semana, Anderson Torres questionou o ministro sobre a presença de lideranças do PCC no presídio federal de Brasília. Disse que não estava sendo informado sobre o esquema de segurança adotado e que os criminosos poderia colocar em risco a vida de autoridades brasileiras e estrangeiras. O questionamento foi feito numa carta e logo depois respondida pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública em nota.
O secretário de Segurança Pública do DF chegou a ser cogitado para assumir o cargo de diretor-geral, hoje ocupado por Valeixo. O delegado Torres coordenou a atividade de inteligência da PF entre 2007 e 2008 em ações contra o tráfico internacional de drogas, e investigações contra o crime organizado em Roraima, entre 2003 e 2005.




















