Até o início da manhã desta quarta-feira (25), a Presidência da República ainda não tinha se manifestado sobre um vídeo em que apoiadores do presidente Jair Bolsonaro convocam para manifestação contra o Congresso Nacional no próximo dia 15. Um vídeo disparado para diversas pessoas teria sido compartilhado pelo próprio presidente em seu celular.
A convocação da manifestação está sendo visto como um real risco à democracia e à Constituição do Brasil. Declarações de diferentes personalidades condenam o protesto e o silêncio de Jair Bolsonaro sobre a questão. A convocação contra o Parlamento ocorre uma semana após o chefe do Gabinete de Segurança Institucional, e principal assessor do presidente, Augusto Heleno, ter dito que alguns parlamentares fazem chantagem. O general da reserva também lançou palavrões contra o Congresso Nacional.
O chamamento para o protesto deverá impactar hoje na bolsa de valores que começa a operar depois do Carnaval. A insegurança política provoca reflexos na confiança da economia e no governo. Além desse caso, o mercado financeiro deverá reagir negativamente por contra do novo coronavírus. O primeiro teste deu positivo para um caso no Brasil.
O líder da Oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), está propondo aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, e outros líderes partidários que se reúnam para discutir ações diante da participação do presidente da República e de integrantes de seu governo nas convocações das manifestações contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal no próximo dia 15 de março.
“Temos que parar Bolsonaro! Basta! As forças democráticas deste país têm que se unir agora. Já! É inadiável uma reunião de forças contra esse poder autoritário”, disse ele. Há quem propõe um impeachment contra Bolsonaro por grave ataque à Constituição, ao não respeitar a separação entre os Poderes e ao atacar o Legislativo.





















