A equipe econômica cortou nesta quarta-feira sua projeção de crescimento econômico neste ano em 0,3 ponto percentual, a 2,1%, reconhecendo os impactos do coronavírus sobre a atividade, mas reforçando a mensagem de que a resposta do país ao ambiente mais desafiador deve ser dada com a realização de reformas.
Diante de debates cada vez mais intensos sobre eventual flexibilização do teto de gastos para permitir o aumento dos investimentos públicos, a Secretaria de Política Econômica (SPE) defendeu a manutenção do mecanismo, afirmando que ele possibilita a redução do risco, o que tem impacto estrutural nos juros, estimulando a economia. A SPE pontuou ainda que as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) do Pacto Federativo já encaminhadas ao Congresso “criam condições para a estabilidade fiscal”.
Em janeiro, a SPE havia previsto uma alta de 2,4% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Na Lei Orçamentária Anual aprovada pelo Congresso, cujos parâmetros seguem vigentes, foi considerada uma expansão de 2,3% para a economia. Segundo a SPE, a diminuição de agora reflete um cenário provável com os impactos econômicos do coronavírus. No cenário otimista, a redução no PIB foi calculada em 0,1 ponto e no pessimista, em 0,5 ponto em relação aos 2,4%. Com a atualização, a estimativa do governo ficou mais próxima, mas ainda superior à expansão de 1,99% esperada pelos economistas para a economia neste ano, conforme boletim Focus mais recente.
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