O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), conversou com o presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira na intenção de pedir calma ao chefe do Executivo diante de um acirramento do clima político e de uma escalada de ameaças de quebra da normalidade democrática, informaram duas fontes. Na quarta-feira, o filho de Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) sugeriu a iminência de uma “ruptura” e cogitou uma “medida enérgica” do pai.
O movimento de Alcolumbre, assim como o do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinaliza tentativa de diminuir a temperatura política em Brasília. Mais cedo, Maia disse não acreditar que a instabilidade política chegue a uma “situação extrema” a ponto de ameaçar a normalidade democrática, e acrescentou que segue na tentativa permanente de diálogo, de acordo com a Reuters.
Na avaliação de uma das fontes, parlamentar independente, a atitude pode resultar em uma banalização dos ataques a instituições democráticas. Segundo essa fonte, princípios democráticos têm perdido espaço, enquanto Bolsonaro e aliados perdem o medo dos órgãos de controle. A avaliação dessa fonte é que os presidentes das duas Casas deveriam ser mais incisivos, avaliação compartilhada por outros parlamentares.
Alcolumbre entrou em campo e partiu para a conversa presidencial no mesmo dia em que, em referência a operação da Polícia Federal na véspera tendo como alvos aliados de Bolsonaro por suposto envolvimento em disseminação de fake news, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da República afirmou que não haverá mais um dia como ontem. “Acabou, porra!”, disse.
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