As sessões plenárias presenciais da Câmara dos Deputados podem ser retomadas a partir de julho, assim como as atividades nas comissões permanentes, que estão paradas há mais de dois meses. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse esta manhã que não gosta de falar em datas, mas que o assunto está sendo discutido internamente a partir de informações técnicas da pandemia e do retorno progressivo da malha aérea nacional.
Até ontem, a Câmara tinha realizado 35 sessões plenárias virtuais e poucos parlamentares têm comparecido em Brasília. Além do risco da doença, o problema reflete também um aspecto de logística. Segundo Rodrigo Maia, atualmente 17% das rotas aéreas estão em operação. Em março, no início da pandemia, as empresas aéreas operavam apenas com 1.241 voos semanais, sendo 483 voos da Latam, 405 voos da Azul e 353 voos da Gol.
O presidente da Câmara descartou a realização das atividades legislativas presenciais em junho. Questionado sobre a queda de produtividade na última semana, Maia disse que isso não ocorreu, porque “algumas matérias apresentam mais problemas que as outras”. O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) já decidiu que não haverá o recesso no mês de julho.
Na entrevista que concedeu há pouco, o deputado afirmou que na próxima semana serão retomados os debates em torno da reforma tributária e do Refis. Disse também que a discussão em torno de uma renda mínima fixa estará distanciada da reforma tributária, “porque política social é uma outra discussão”, resumiu.

















