Antes de deixar o Brasil para chefiar a missão brasileira de ajuda ao Líbano, o ex-presidente Michel Temer (MDB) precisa do aval da Justiça. A defesa de Temer afirma que já está com o pedido pronto. A convite do presidente Jair Bolsonaro, Temer, que tem origem libanesa, vai para o Líbano, segundo informou a repórter Basília Rodrigues, da CNN Brasil.
Após deixar a presidência da República, no início de 2019, Temer teve a prisão decretada duas vezes e virou alvo de vários processos em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Entre as acusações, ele é apontado como chefe de uma organização criminosa há 40 anos, de acordo com delação da Lava Jato.
Bolsonaro e Temer tem uma relação cordial. Ainda na transição de governo, os dois se encontraram no Planalto. E mais recentemente, o ex-presidente assumiu o papel de conselheiro informal e sugeriu a Bolsonaro decretar isolamento social e parar com entrevistas no cercadinho do Palácio da Alvorada, no intuito de melhorar a comunicação de governo. Bolsonaro acolheu a segunda ideia. Tornaram-se mais raras as entrevistas na porta do Alvorada.
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