A vacina russa contra a Covid-19, cujo registo foi nesta terça-feira anunciado pelo presidente Vladimir Putin, chama-se Sputnik V, vai começar a ser fabricada em setembro e já foi encomendada por 20 países.
De acordo com fontes oficiais russas, “20 países já pré-encomendaram um milhão de doses da vacina russa”. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que não há parceiro no país para esta Vacina anunciada por Putin. A produção industrial vai começar em setembro e, segundo o Kremlin, passa a estar disponível em janeiro de 2021.
Nesta terça-feira, o ministro da Saúde de Israel, Yuli Edelstein, disse que pretende abrir negociações com a Rússia para a obtenção da vacina contra a COVID-19, caso ela se mostra eficaz, de acordo com a agência russa de notícias Sputnik.
No início desta tarde, o site das Gazeta do Povo publicou que o governo do Paraná deve assinar amanhã (12) convênio de cooperação técnica com o governo russo para a realização de testes e a transferência de tecnologia da vacina Sputnik V, a primeira vacina registrada contra o coronavírus no mundo.
“Mais de um milhão de doses” já foram pré-encomendadas por “20 países estrangeiros”, disse Kirill Dmitriev, presidente do conselho de administração do Russian Direct Investment, o fundo soberano russo envolvido na investigação científica e no financiamento das pesquisas.
Pelo convênio, o Paraná participará da fase 3 dos testes e, caso a imunização seja aprovada pela Anvisa, estará autorizado a produzir e distribuir a vacina em seu território. O convênio deverá ser formalizado em reunião entre o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) e o embaixador da Rússia no Brasil, Sergey Akopov.”
Procurada pela reportagem a Casa Civil do governo do Paraná confirmou que há uma reunião marcada para esta quarta-feira, mas não adiantou os termos do acordo, que, segundo o governo, ainda serão discutidos neste encontro.
Vacina de Oxford deverá ser aplicada em duas doses – #COMPARTILHE o Misto Brasília
Em entrevista à GloboNews, o diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Jorge Callado, antecipou que o instituto será o responsável por todas as etapas do convênio, da pesquisa à distribuição da vacina, caso aprovada.
A vacina contra o SARS CoV-2 desenvolvida pelos cientistas russos chama-se Sputnik V (o “V” significa “vacina”) em referência ao satélite soviético, o primeiro aparelho espacial a ser lançado para a órbita do planeta Terra, disse nesta terça-feira Vladimir Putin.
O Ministério da Saúde russo afirmou que uma dupla inoculação “permite uma imunidade longa”, que poderá durar “dois anos“. No entanto, muitos cientistas no país e no estrangeiro questionaram a decisão de registar a vacina antes de os cientistas completarem a chamada Fase 3 do estudo, de acordo com o Diário de Notícias, de Portugal.
Essa fase, por norma, demora vários meses e envolve milhares de pessoas, sendo a única forma de se provar que a vacina experimental é segura e funciona.




















