Depois de quase uma semana de negociações e alguns pequenos confrontos nos últimos dias, a Polícia Militar do Distrito Federal começou há pouco uma operação de desocupação de uma imensa área próximo à regional Vicente Pires. O assentamento 26 de Setembro, chamado de Vicente Pires II, é uma área grilagem. A PM usa bombas de gás lacrimogênio para afastar as pessoas que montaram diversas barricadas e atearam fogo na vegetação. Os moradores alegam que não foram notificados pela justiça com antecedência.
Tratores do governo distrital recomeçaram a derrubar as casas desocupadas. Em algumas delas, foram construídas até piscinas e carros de luxo apontam que a ocupação também era compartilhada por pessoas de melhor renda. Em maio passado, foi apresentado na Câmara dos Deputados uma emenda à MP 915/2019, de autoria das deputadas federais, Celina Leão (PP-DF) e Flávia Arruda (PL-DF). O objetivo é regularizar a área que passou também a ser uma disputa política.
Em setembro do ano passado, a Secretaria DF Legal realizou uma operação para desobstruir uma área de proteção ambiental no assentamento 26 de Setembro, invadido irregularmente desde 2009. Os trabalhos ocorreram sem problemas e envolveram um corpo de profissionais de diferentes órgãos em mais uma ação integrada de governo.
O assentamento 26 de Setembro está inserido na Macrozona Rural de Uso Controlado e localizado às margens da DF-001, entre Vicente Pires e Brazlândia. A área da União foi arrendada para chacareiros com fins rurais, mas sofre com o parcelamento irregular do solo.
As construções avançam, inclusive, sobre as áreas da Floresta Nacional, de Proteção de Manancial Bananal e do Parque Nacional de Brasília. Estes espaços são áreas extremamente sensíveis do ponto de vista ecológico e responsáveis pela captação de águas para abastecimento da população de Brasília.

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