Texto de Ana Cristina Campos
Metade das crianças menores de 5 anos do país viviam em domicílios com algum grau de insegurança alimentar em 2017-2018. Dados divulgados hoje (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 5,1% da população de até 4 anos estavam em lares com insegurança alimentar grave; 10,6%, moderada; e 34,2%, leve.![]()
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À medida que a idade aumenta, cresce a proporção dos que vivem em lares com menor vulnerabilidade alimentar. Entre as pessoas com 65 anos ou mais, 72,7% delas estão em domicílios com segurança alimentar; 18,3% com insegurança alimentar leve; 6,3%, moderada; e 2,7%, grave. Os resultados fazem parte da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018: Análise da Segurança Alimentar no Brasil.
Nos domicílios em condição de segurança alimentar, predominam os homens como pessoa de referência (61,4%). Essa prevalência vai se invertendo conforme aumenta o grau de insegurança alimentar, até chegar a 51,9% de mulheres como pessoa de referência nos lares com insegurança alimentar grave.
Segundo o gerente da Pesquisa de Orçamentos Familiares, André Martins, entre as razões para a maior vulnerabilidade alimentar em lares chefiados por mulheres estão as piores condições de acesso ao trabalho que acabam gerando menos renda e mais dificuldade no orçamento doméstico.
Na análise por cor ou raça, os domicílios com pessoa de referência autodeclarada parda representavam 36,9% dos domicílios com segurança alimentar, mas ficaram acima de 50% para todos os níveis de insegurança alimentar (50,7% para insegurança leve, 56,6% para moderada e 58,1% para grave).
(Ana Cristina Campos trabalha na EBC)
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