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STF pode decidir hoje caso de 77 anos com submarino alemão

Barco Changri-lá

Pintura da embarcação abatida pelos nazistas na II Guerra mundial na costa brasileira/Ilustração Paulo Franco

Em julho de 1943, o submarino alemão U-199 navegava na costa de Cabo Frio (RJ) quando abriu fogo contra um pequeno barco de pescadores chamado Changri-lá, matando seus dez tripulantes. Foi um dos diversos ataques alemães do tipo na costa brasileira durante a Segunda Guerra Mundial, em reação ao alinhamento do Brasil aos Aliados.

Nesta quinta-feira (24), o plenário do Supremo Tribunal Federal pode decidir se os familiares das vítimas do Changri-lá têm direito a indenização do governo alemão, em um julgamento com repercussão geral para processos semelhantes. Os ministros discutirão os limites da soberania de outros países em relação à não submissão à Justiça brasileira, e se a violação a direitos humanos seria uma exceção a essa regra.

O caso demorou 77 anos para chegar ao Supremo, porque o motivo real do naufrágio só foi esclarecido em 2001. Por falta de provas, o Tribunal Marítimo havia concluído, em 1945, que o barco pesqueiro sofrera um naufrágio normal, devido a erro humano, de equipamento ou por condições meteorológicas.

Até que, no final da década de 1990, o então estudante de história Elísio Gomes Filho fez uma pesquisa de documentos que levou à reabertura do caso. Após analisar a localização das embarcações e depoimentos dos tripulantes do submarino, o Tribunal Marítimo concluiu que o Changri-lá fora afundado a tiros de canhão pelo U-199. (Da DW)

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