Crise no setor de transporte público começou antes da pandemia

Parada de ônibus DF Misto Brasília
Projeto altera regras para o transporte de passageiros/Arquivo
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Na manhã de hoje (06) os trabalhadores da empresa marechal cruzados os braços numa paralisação relâmpago. Reclamam que há atrasos do salário, situação que provocou outros protestos, como há 15 dias. A situação da operadora de ônibus coletivo do Distrito Federal é um exemplo de como anda o setor de transporte público no Brasil. A crise das empresas ocorre mesmo antes da pandemia do novo coronavírus, segundo apurou a pesquisa da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU)

Anuário NTU 2019-2020, divulgado nesta terça-feira e realizado no contexto do impacto da pandemia. Houve uma perda diária de 1,2 milhão de viagens realizadas por passageiros pagantes, no cálculo para todo o país. Isso equivalente a uma queda de 3,7% da média de viagens (288,3 milhões) dos meses de abril e outubro do ano passado, em comparação com os mesmos meses de 2018.

As informações tem como base nove grandes sistemas de ônibus urbanos do país, que juntos representam cerca de 35% da frota e da demanda total de coletivo urbano no Brasil: Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

O Anuário NTU 2019-2020 também revela que nos últimos seis anos, de 2013 a 2019, o número de passageiros transportados caiu 26,1%. Isso agravou o quadro registrado anteriormente – entre 1994 e 2012 a redução verificada foi de 24,4%. O estudo mostra que houve um aumento de 0,9% da oferta de transporte público por ônibus em 2019 em relação ao ano anterior, apesar da redução das viagens de passageiros pagantes.

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