Texto de Gilmar Corrêa
Para um trabalhador, não há frase de maior simbologia como o ditado popular “o trabalho dignifica o homem”. A origem dessa expressão é tão antiga que se antecipa à Era Cristã. Dizem que até Confúcio concluiu que que quem trabalha com o que ama, jamais terá trabalho em um dia sequer em sua vida.
O filósofo chinês deve ter razão no pensamento bem mais abrangente sobre a ocupação. A frase popular tem diferentes entendimentos, mas expressa a inclusão da mulher e do homem numa atividade produtiva e rentável.
A dignidade que nos referimos é o acesso pelo suor, pela inteligência e pelas tarefas remuneradas à renda. Vivemos dias escuros onde o emprego é luxo. E a expectativa de conseguir uma ocupação corrói o sentimento de milhares de trabalhadores.
A tristeza é crescente quando currículos são encaminhados na esperança de uma entrevista de emprego. A resposta se torna tão distante que muitos até mesmo desistem de continuar nessa maratona sem fim.
A entrevista de emprego se torna uma ilusão. Um sofrimento. E quando ela acontece, lança um fio de esperança. Infelizmente, são frequentes os casos em que o empregador simplesmente esquece de responder, num claro desrespeito à dignidade por alguém que quer simplesmente produzir, se inserir no mercado.
Garantir o sustento da família, pagar as contas em dia. Ter uma sobra para algum lazer. Não há nada mais tão importante para o orgulho de um trabalhador ou trabalhadora. Ficar sem renda é penar no inferno. É acabar com sonhos, é eliminar a esperança.
Trabalho e renda. É a afirmação da dignidade humana, porque é revelador de nossa natureza.
Nesta sexta-feira torcemos para que na segunda você alcance esse desafio.
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