A dois meses do fim do ano e ainda com eleições municipais pela frente, analistas políticos veem pouco espaço na agenda legislativa para a aprovação do Renda Cidadã – o novo programa social que o governo tenta construir para substituir o Bolsa Família – antes de janeiro, quando não estão mais previstos repasses pelo auxílio emergencial.
É o que mostra a 21ª edição do Barômetro do Poder, iniciativa do InfoMoney que compila mensalmente as expectativas das principais consultorias de análise de risco político e analistas independentes em atividade no Brasil sobre alguns dos assuntos em destaque na cena política nacional. O questionário foi aplicado virtualmente entre os dias 26 e 28 de outubro.
Para 66% dos especialistas consultados, são baixas as chances de o governo Jair Bolsonaro conseguir aprovar o novo programa no Congresso Nacional ainda neste ano, para começar a valer em janeiro de 2021. Outros 33% atribuem probabilidade moderada de o tema prosperar em meio ao calendário apertado. Nenhum dos participantes da sondagem vê chance elevada de aprovação no período.
As eleições municipais, que esfriaram o ritmo dos trabalhos no parlamento, a antecipação da disputa pelas presidências das duas casas legislativas, que motiva uma obstrução do “centrão” na Câmara dos Deputados, a pauta cheia e as dificuldades de articulação política do governo são alguns dos obstáculos para o avanço do novo programa social ainda em 2020.
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