No seu primeiro ato assinado assim que assumiu a presidência da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL), determinou um novo processo de escolha para os demais cargos da Mesa Diretora. A eleição deveria ter ocorrido nesta noite. A determinação à Secretaria-Geral da Mesa que faça um novo cálculo da proporcionalidade partidária surpreendeu parlamentares e os jornalistas que cobrem o processo de eleição. A decisão de Arthur Lira pode judicializar a eleição.
“O então presidente da Câmara reconheceu, de forma monocrática, a formação do bloco apesar da evidente intempestividade, e contaminou de forma insanável atos do pleito como o cálculo da proporcionalidade e a escolha dos cargos da Mesa”, disse Lira.
A decisão ocorre depois que Lira desconsiderou a formação do bloco formado pelo MDB, PT, PSB, PDT, Solidariedade, PV, Rede porque teria sido registrado fora do horário previsto. Com esta manobra, ele elimina uma decisão anterior do ex-presidente Rodrigo Maia, o seu grupo poderá indicar nomes para cinco cargos da Mesa. O registro deve ocorrer até às 11 horas. A nova eleição deve ocorrer nesta terça-feira a partir das 16 horas.
Os partidos do bloco formado por Maia perdem espaço político, mas o PT acaba tendo o direito de assumir um cargo na Mesa. A decisão de registrar a formação do bloco fora do horário, teria sido provocada por um atraso do próprio PT. Pelo acordo anterior, que deixou de ter validade, a proporcionalidade é revista.
Como estava previsto: a primeira secretaria com Marília Arraes (PT-PE), a segunda secretaria com Rose Modesto (PSDB-MS), a terceira secretaria com Luciano Bivar (PSL-PE) e Vitor Hugo (PSL-GO). O mais votado assumirá o cargo. Na terceira secretaria há três candidatos: Joenia Wapichana (Rede-RR), Rafael Motta (PSB-RN) e Júlio Delgado (PSB-MG).





















