O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não suportou a emoção no seu discurso de despedida após quatro anos e sete meses no cargo. Entre a emoção e o choro, o deputado disse que “tive a oportunidade de conhecer melhor o meu país, por meio de cada um de vocês. Através de diálogos, de visitas, que fiz com alguns de vocês. De conversas na residência da Câmara”.
Maia retorna para o plenário num momento de desgaste após impor a candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP). O presidente da Câmara tinha esperança de concorrer a mais um mandato de dois anos, mas o Supremo Tribunal Federal considerou a hipótese inconstitucional. Assim, passou a ter uma nova articulação que envolvia inicialmente de cinco a sete candidatos e depois ficou entre Baleia Rossi e Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
No discurso dessa noite, Maia afirmou que “a PEC da guerra foi uma construção desta casa. Tivemos votos de todos os partidos, unidos, em um momento tão difícil que vivemos no ano passado e vamos continuar vivendo neste ano. Eu quero agradecer a cada um de vocês por essa oportunidade, para quem faz política. O governo federal e seus Três Poderes é injusto, porque concentra renda na elite dos servidores públicos”, completou.
Maia sai desgastado do episódio e hoje disse que é provável que deixe o partido. Ele pediu que o próximo presidente da Casa e os demais parlamentares atuem para reduzir a desigualdade que assola o país. “Todos nós sabemos, a esquerda e a direita, que esse não é o país que chegamos aqui para defender… São essas injustiças que fazem o Brasil ser tão desigual”, destacou.





















