Os postos revendedores de combustíveis do Distrito Federal estão obrigados fazer a publicidade do aplicativo Ame, para venda de gasolina e diesel, de acordo com a legislação. O alerta está contido numa nota técnica elaborada pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-DF) e pela Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon).
Texto produzido pela assessoria de imprensa do Ministério Público, adverte que embora não seja vedada a concessão de descontos ou o uso de aplicativos de fidelização, o Código de Defesa do Consumidor e, mais recentemente, o Decreto nº 13.455/21 exigem clareza nas informações dos preços dos combustíveis anunciados. Apesar disso, a publicidade utilizada pelos postos BR não tem mostrado o preço efetivamente pago pelo combustível.
Segundo a nota, em 1º de março, houve limitação do cashback ao montante de R$ 20 mensais e, no dia 1º de maio, as regras da parceria foram novamente alteradas. Essa mudança tornou incerto o benefício a ser concedido futuramente e, por consequência, o preço do combustível.
“Estamos atuando conjuntamente, desde 2020, com a análise e a fiscalização da publicidade nos postos de combustíveis. Com o crescimento do uso de aplicativos para pagamento dos produtos, verificamos faltar clareza na exposição dos valores diferenciados, prejudicando a compreensão do consumidor sobre o valor real que será cobrado”, explica a promotora de Justiça da Prodecon Juliana Oliveira.
A nota técnica será encaminhada aos representantes legais da BR Distribuidora, do aplicativo Ame, dos postos com bandeira BR Petrobras no Distrito Federal e também ao presidente do Sindicombustíveis/DF. Comunicados sobre irregularidades podem ser feitos pelo telefone 151 e com a Ouvidoria do MPDFT pelo telefone 0800 644 9500 ou pelo formulário eletrônico.
PARTICIPAÇÃO DO LEITOR
Participe desta discussão
Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.




















