O presidente da Síria, Bashar al-Assad, 55 anos, foi reeleito nesta quinta-feira (27/05), como esperado, para um quarto mandato de sete anos, em votação realizada nas regiões controladas pelo governo, em meio à crise econômica e à devastação causada por uma década de guerra civil.
O presidente do Parlamento, Hammoud Sabbagha, anunciou que Assad tinha sido reeleito com 95,1% dos votos. Segundo Sabbagha, participaram da votação 14,2 milhões de eleitores, de um total de 18,1 milhões, o que dá uma taxa de participação de 78,64%.
Também participaram disputaram o pleito o ex-ministro e deputado Abdallah Salloum Abdallah e um membro da oposição tolerada pelo regime, Mahmoud Marei, que registraram, respectivamente, 1,5% e 3,3% de votos. Já era amplamente esperado que Assad vencesse confortavelmente seus concorrentes.
Todo o processo eleitoral, desde a seleção dos candidatos à contagem dos votos, foi controlado pelo regime. Os Estados Unidos e vários países europeus condenaram as eleições, que consideram não serem livres e justas. A oposição síria chamou o pleito de encenação. A ONU também evitou envolvimento com o processo eleitoral porque não faz parte do plano de paz para uma solução política na Síria que ela patrocina desde 2015.
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