Osmar Terra agora defende a vacina para acabar com a pandemia

CPI da Covid Deputado Osmar Terra
Osmar Terra depõe hoje na CPI do Senado e é confrontado pelos senadores/Edilson Rodrigues/Agência Senado
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Parlamentar defendeu sempre a chamada “imunidade de rebanho” e medicamentos para enfrentar o vírus da peste

O deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) depõe hoje na CPI da Covid do Senado Federal. Defensor da “imunidade de rebanho” e desde o início descrente da imunização pela vacina, o parlamentar está sendo confrontado com vídeos e já foi desmentido várias vezes pelos senadores. O Misto Brasília transmite ao vivo a sessão. Acompanhe pela homepage do site.

Ele negou ter defendido a imunidade coletiva como método para acabar com a pandemia: “A imunidade de rebanho nunca foi uma estratégia, é uma constatação de como termina uma pandemia. Isso está em todos os livros.” Os vídeos apresentados no depoimento contrariam a manifestação do deputado.

Terra disse não acreditar que sua visão sobre imunidade de rebanho tenha influenciado diretamente a gestão federal. Segundo ele, Bolsonaro ouve diversos especialistas. “Coincidimos sim na condenação ao lockdown.”

Em resposta ao relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), Osmar Terra afirmou que o presidente Jair Bolsonaro pode ouvir especialistas, assim como qualquer autoridade. “Isso não significa que haja gabinete paralelo”. Ao se posicionar contra o isolamento social, Osmar Terra disse que “a política infectou a ciência” e que não poderia ficar de braços cruzados vendo coisas erradas acontecerem. Aziz rebateu: “alguns políticos infectaram a ciência”.

Osmar Terra (MDB-RS) se defendeu de ter subestimado a pandemia: “As previsões foram feitas baseadas nos fatos que existiam na época, em março”.

Durante os 15 minutos a que teve direito para sua fala inicial, registra o site Poder360, Terra tentou se antecipar aos questionamentos dos integrantes da CPI da Covid ao dizer que a projeção de que haveria menos óbitos pela covid-19 do que no surto da gripe do vírus H1N1, em 2009. Alegou que fez declarações com base em dados disponíveis em março e abril do ano passado, embora na época informações sobre o descontrole do vírus Sars-CoV-2 na China e na Itália já corressem o mundo.

Em uma reunião em setembro de 2020 no Palácio do Planalto, o virologista Paolo Zanotto propôs a Bolsonaro a criação de um “gabinete das sombras”. Estavam presentes médicos defensores do “tratamento precoce”, como a oncologista Nise Yamaguchi, e o próprio Osmar Terra, chamado na ocasião de “padrinho” do grupo.

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