Ex-capitão que matou na Operação Condor é preso na Itália

Operação Condor ex-capitão preso Itália
Fuorni, Salerno é acusado de uma série de mortes e desaparecimentos/Arquivo/reprodução
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Militares e policiais do Uruguai, Bolívia, Peru e Chile  participaram de operações nas ditaduras sul-americanas

O ítalo-uruguaio Jorge Troccoli, um ex-capitão da Marinha que participou da Operação Condor, a aliança de ditaduras do Cone Sul nas décadas de 1970 e 1980, foi preso neste sábado (10) no sul da Itália, informaram fontes judiciais.

O ex-capitão foi processado na Itália pelo desaparecimento e morte de 25 pessoas, incluindo 20 cidadãos uruguaios e 5 ítalo-uruguaios. Um total de 21 militares e policiais do Uruguai, Bolívia, Peru e Chile, que participaram de operações entre as ditaduras sul-americanas para sequestrar e executar dissidentes, foram processados e condenados na Itália em 2019.

“Trocoli foi detido e está na prisão de Fuorni, Salerno, no sul da Itália”, dissea advogada Alicia Mejía, que representa algumas das vítimas do repressor sul-americano.

Na sexta-feira, um Tribunal de Roma confirmou a sentença à prisão perpétua para 14 repressores sul-americanos, incluindo Troccoli, de 74 anos, que viveu na Itália por vários anos. Ao todo, 11 militares uruguaios e três chilenos acusados pela morte de cidadãos italianos e sul-americanos durante a Operação Condor foram condenados.



“O meu cliente ia se entregar. Estava à espera do resultado de uma série de exames médicos em razão de algumas patologias que sofre há muito tempo. Na véspera esteve no hospital de Battipaglia para fazer alguns exames. Vários agentes o levaram para o quartel e depois para a prisão”, disse seu advogado, Francesco Saverio Guzzo.

Na audiência realizada na sexta-feira, eram 20 os indiciados, mas foi constatada a morte de três réus e foi realizado um pedido de esclarecimento sobre a situação de outros três peruanos: o ex-presidente Francisco Morales Bermúdez e os militares Germán Ruiz Figueroa e Martín Martínez Garay.

Há uma semana, a Justiça italiana já havia ratificado a prisão perpétua de três ex-soldados chilenos que não recorreram: o coronel Rafael Ahumada Valderrama, o suboficial Orlando Moreno Vásquez e o brigadeiro Manuel Vásquez Chauan. (Da DW)


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