Senadores foram divididos em dupla e juízes devem ajudar no trabalho
O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello negou em nota de esclarecimento divulgada na sexta-feira (16) ter negociado doses da vacina CoronaVac com intermediários de uma empresa de Santa Catarina.
“Enquanto estive como Ministro da Saúde, em momento algum negociei aquisição de vacinas com empresários, fato que já foi reiteradamente informado na CPI da Pandemia e em outras instâncias judicantes”, escreveu o atual secretário de Estudos Estratégicos da Secretaria de Assuntos Estratégicos.
A mídia divulgou na sexta-feira (16), que o então ministro da Saúde se reuniu em 11 de março deste ano com representantes da empresa World Brands e prometeu comprar 30 milhões de doses da vacina chinesa contra a Covid-19 CoronaVac pelo triplo do preço negociado pelo Instituto Butantan. Pazuello deverá ser reconvocado pela CPI em agosto.
Hoje, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que é o relator da CPI, escreveu que “o gabinete paralelo do negacionismo já está provado. O que se está provando agora é um Programa Nacional de Imuninização (PNI) paralelo. O primeiro dizia não à vida. O segundo, sim à propina”.
A CPI irá dividir forças entre os senadores durante o recesso de 15 dias. A ideia é que, com o volume de informações que se tem, a apuração seja “dividida” entre os parlamentares, para que no decorrer das oitivas, a CPI não acabe deixando assuntos para trás. ““Temos várias frentes, e vamos definir quem fica responsável pelo que”, disse o presidente da comissão, Osmar Aziz (PSD-AM) ao Correio Braziliense.
No encontro deste sábado, ficou definido que os senadores estarão em duplas para agilizar a checagem de documentos. Há pilhas de papeis que precisam de uma análise. E um grupo de juristas – ainda a ser definido -, irá ajudar a tipificar os crimes cometidos na pandemia no âmbito do governo federal.
No Twitter, Aziz observou que uma pesquisa do DataSenado aponta que 73% dos brasileiros avaliam que as vacinas foram compradas mais tarde do que deveriam. “A CPI investiga sim as razões desta demora e vamos apurar as responsabilidades. Não teremos sessões, mas a CPI não vai parar durante o recesso”.





















