Entre os que assinam o documento, está Ibaneis Rocha. O texto é divulgado em função das críticas de Bolsonaro
Governadores de 13 estados e do Distrito Federal (Ibaneis Rocha, MDB) divulgaram nesta segunda-feira (16) um documento em solidariedade ao Supremo Tribunal Federal (STF) e seus ministros, que têm sido atacados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas últimas semanas.
Veja a série de reportagens sobre o STF publicada recentemente pelo site
“O Estado Democrático de Direito só existe com Judiciário independente, livre para decidir de acordo com a Constituição e com as leis […]. No âmbito dos nossos Estados, tudo faremos para ajudar a preservar a dignidade e a integridade do Poder Judiciário. Renovamos o chamamento à serenidade e à paz que a nossa nação tanto necessita. “No âmbito dos nossos Estados, tudo faremos para ajudar a preservar a dignidade e a integridade do Poder Judiciário. Renovamos o chamamento à serenidade e à paz que a nossa Nação tanto necessita”.
Sem citar o nome do presidente, os governadores acrescentam que são solidários ao tribunal e “aos seus ministros e às suas famílias, em face de constantes ameaças e agressões”.
A nota é assinada pelos presidenciáveis tucanos João Doria, governador de São Paulo, e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul. Também são signatários os governadores Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo; Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal; Waldez Goés (PDT), do Amapá. E todos os governadores do Nordeste: Rui Costa (PT), da Bahia; Flávio Dino (PSB), do Maranhão; Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco; Camilo Santana (PT), do Ceará; João Azevedo (Cidadania), da Paraíba; Wellington Dias (PT), do Piauí; Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte; Belivaldo Chagas (PSD), de Sergipe; e Renan Filho (MDB), de Alagoas.
No sábado (14), Bolsonaro afirmou que vai apresentar ao Senado pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, ambos ministros do STF.
A avaliação de líderes partidários e de ministros, de acordo com a mídia, é que as pressões do presidente da República vão ser infrutíferas.
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