Alemanha espera receber até dez mil pessoas, incluindo funcionários de apoio afegãos
Em uma reunião de portas fechadas de seu partido democrata-cristão, nesta segunda-feira (16), os políticos alemães refletiram sobre a crescente preocupação com a grave situação do Afeganistão, depois que o Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em outros países) tomou a capital, Cabul.
Merkel informou que as pessoas que precisam de ser evacuadas do país consistem em 2.500 funcionários de apoio afegãos, junto com ativistas de direitos humanos, advogados, e outros cidadãos que o governo alemão entende que estão em risco de vida se permanecerem no país.
Segundo o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, Berlim busca evacuar o máximo de pessoas em perigo no Afeganistão, e aponta que os membros aliados da OTAN subestimaram a situação ao acharem que as forças afegãs poderiam derrotar os militantes do Talibã.
Há seis anos, a Alemanha abriu suas fronteiras para mais de um milhão de imigrantes, muitos deles fugindo da guerra na Síria. Tal ação foi aplaudida por vários países pelo mundo afora, mas acabou criando controvérsia entre as facções políticas alemãs e, do mesmo jeito, dentro do partido de Merkel.
This sums up the American presence in Afghanistan
https://t.co/yr9LnPf5Pw— Bruno Maçães (@MacaesBruno) August 16, 2021
Para que a situação de 2015 não se repita, quando a Alemanha e outros países da Europa receberam um grande número de refugiados após a guerra na Síria, “o foco deve ser o fornecimento de ajuda humanitária no local a tempo”, defendeu Laschet.

“Acredito que não devemos enviar agora o sinal de que a Alemanha pode basicamente acolher todos os que precisam”, afirmou. Segundo ele, a comunidade internacional deve “apoiar os países vizinhos e ajudar a aliviar a catástrofe humanitária”.
Grécia, Itália, Espanha, Malta e Chipre, países por onde grande parte dos refugiados chegam à Europa, também estão preocupados com o aumento do número de refugiados. Por essa razão, os ministros das Relações Exteriores dos países da União Europeia devem debater a questão em uma videoconferência extraordinária na tarde desta terça-feira.




















