A votação foi secreta no plenário do Senado, mas com 55 votos favoráveis, procurador-geral será reconduzido ao cargo
O procurador-geral da República, Augusto Aras, será reconduzido ao cargo por mais dois anos. Nesta terça-feira (24), o nome dele foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça após a sabatina por 21 votos contra seis, e no plenário por 55 votos a favor e dez contra. Houve uma abstenção, que pode ser debitada na conta do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-RJ).
A votação foi secreta, mas é possível perceber como a bancada de senadores do Distrito Federal se comportou no voto. O senador José Antônio Reguffe (Podemos-DF) foi contra a indicação e aproveitou para criticar o sistema de votação. A senadora Leila Barros (Cidadania-DF) e o senador Izalci Lucas (PSDB-DF) não declararam o voto, mas é quase certo que estão entre os 55 senadores favoráveis à indicação.
“Votei contra à recondução do procurador-geral da República Augusto Aras. É um absurdo que esse tipo de votação seja secreta, sem os eleitores terem o direito de saber como os seus representantes votaram, o que deveria ser o mínimo em uma democracia representativa”, escreveu Reguffe no Twitter.
Na sabatina na CCJ, Augusto Aras negou ter se alinhado ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e procurou responder às acusações de quem tem sido omisso ao não adotar providências contra o presidente. Logo no início da reunião, ao responder as primeiras perguntas do relator, senador Eduardo Braga (MD-AM), Aras alegou que tomou uma série de decisões que não foram necessariamente conforme a vontade do governo, mas de acordo com a Constituição.
O procurador-geral disse que se manifestou a favor da obrigatoriedade das vacinas, pela constitucionalidade do inquérito das fake news, pela instauração de investigação dos atos antidemocráticos e pela permanência de diplomatas venezuelanos no Brasil. Aras também criticou as investigações na Operação Lava Jato, o que agradou boa parte dos políticos.
“Fui contra a privatização total dos serviços postais e a favor da inconstitucionalidade da jornada de 12 horas por 36 mediante acordo. Este PGR discordou em 30% dos pedidos de liminares oriundos do governo federal e em 80% das suas manifestações em matéria de Covid e teve 80% de suas manifestações acolhidas pelo Supremo Tribunal Federal”.

















