A ordem era proibir até mesmo a passagem de pedestres na área da Praça dos Três Poderes
O esquema de segurança tinha sido antecipado para a Esplanada do Ministério desde ontem, quando barreiras policiais impediam a passagem de veículos. O desvio do trânsito foi antecipado desta terça-feira, feriado nacional, para a segunda feira (06), ampliando-se os pontos de checagem. Toda a operação foi por água abaixo por volta das 21 horas, quando os caminhões convocados pelo o ato de Jair Bolsonaro chegaram pela Avenida das Nações.
Em questão de minutos as barreiras foram deslocadas pelos próprios manifestantes que teriam “convencido” as guarnições da Polícia Militar do Distrito Federal. Dezenas de bolsonaristas envergando bandeiras do Brasil e vestidos de camisa amarela comemoram. A ordem era de que nenhum caminhão, veículo ou mesmo pedestres circulassem a parte deste noite na área da Praça dos Três Poderes.
Os caminhões passam neste momento acionando as suas buzinas pela Esplanada dos Ministérios com paradas estratégicas na frente do Palácio do Planalto e, consequentemente, do Supremo Tribunal Federal, principal alvo de Jair Bolsonaro. No final da tarde, faixas pediam que os ministros da Suprema Corte fossem destituídos de seus cargos e que as Forças Armadas tomassem o Congresso Nacional.
Há uma mistura política e religiosa nessas manifestação que de fato começou no domingo. Há dezenas de pessoas que gravam em seus celulares versíciulos da Bíblia pedindo proteção ao presidente e o inferno para os seus adversários.


