Imprensa europeia diz que o presidente usou o 7 de setembro para atacar as instituições
As manifestações do Sete de Setembro e os discursos do presidente Jair Bolsonaro perante apoiadores, nesta terça-feira (07), repercutiram também na Europa.
Na Alemanha, o site de notícias Tagesschau observou que os manifestantes acreditam em teorias da conspiração. Apoiadores de Bolsonaro declararam aos jornalistas alemães que existe uma ameaça comunista global, que o ex-presidente americano Donald Trump teve a eleição roubada e que a esquerda brasileira cooptou a chanceler federal alemã, Angela Merkel.
Na Inglaterra, o jornal The Guardian destacou as visões extremistas dos apoiadores de Bolsonaro. O correspondente do diário britânico ouviu de manifestantes que quem se opõe ao projeto de Bolsonaro para o Brasil deveria ser fuzilado num paredão.
“André Meneses faz o sinal de uma arma com as mãos para expressar o que ele acha que deveria acontecer àqueles que se opõem ao projeto de Jair Bolsonaro para o Brasil”, escreve o jornal britânico, mencionando um apoiador do presidente em Brasília.
Na França, o jornal Le Mondedestacou os pedidos de golpe de Estado pelos manifestantes e escreveu que Bolsonaro conseguiu uma ampla mobilização e elevou um pouco mais as ameaças à democracia brasileira. “Em meio a ameaças de golpe, dezenas de milhares de manifestantes marcharam em defesa do presidente brasileiro”, diz o jornal parisiense.
O Diário de Notícias, de Portugal, afirmou que Bolsonaro usou os protestos para atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) em geral e o juiz Alexandre de Moraes em particular. Em discurso em Brasília para milhares de apoiantes com faixas a pedir “intervenção militar já”, o presidente da República disse que não pode continuar a admitir que uma pessoa coloque “em risco a liberdade dos brasileiros”.




















