Emendas liberadas em troca da aprovação da PEC dos Precatórios

Câmara dos Deputados plenário Misto Brasília
Votação da PEC teria em troca a liberação de emendas parlamentares/Arquivo
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As liberações ocorreram principalmente na semana anterior à votação do primeiro turno

De acordo com o jornal O Globo, às vésperas da votação da PEC dos Precatórios, o governo Bolsonaro liberou para deputados, em apenas dois dias, cerca de R$ 900 milhões em emendas de relator, verba sobre a qual não há transparência nas indicações.

Segundo a mídia, as liberações ocorreram principalmente na semana anterior à votação do primeiro turno da PEC, quando houve o empenho de R$ 429 milhões e R$ 480 milhões nos dias 28 e 29 de outubro, respectivamente.



Os dados foram levantados pela associação Contas Abertas e o fundador da entidade, Gil Castelo Branco, afirmou que, em outubro, foi empenhado um valor recorde de emendas de relator: R$ 3 bilhões. “As emendas de relator constituem o mais promíscuo instrumento, das últimas décadas, na barganha política entre o Legislativo e o Executivo. Trata-se de um mensalão oficial”, disse Castelo Branco citado pela mídia.

Em entrevista para o Estadão, o deputado Celso Maldaner (MDB-SC), alega que a aprovação da proposta só foi viável após o governo oferecer a liberação de emendas a quem votasse a favor. Conforme informado pelo emedebista, o valor discutido entre colegas de bancada foi de R$ 15 milhões por parlamentar.


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