Caso aconteceu em 2020 e provocou grande comoção entre os alemães pela brutalidade
Um tribunal de Berlim condenou nesta sexta-feira (07) um professor à prisão perpétua pelo assassinato e desmembramento de um homem, num caso de canibalismo que chocou a Alemanha. O réu, Stefan R., de 42 anos, um professor de matemática do ensino médio, foi sentenciado à prisão perpetua.
À época, detalhes brutais do assassinato, ocorrido em 2020, dominaram o noticiário alemão por meses, segundo divulgou a Agência DW.
Em sua decisão, o juiz que presidiu o caso, Matthias Schertz, considerou que Stefan R. cometeu o crime “para realizar fantasias canibais”. “O que você fez é desumano”, disse o juiz Schertz para o réu, acrescentando que o caso era “desprezível”. “Em 30 anos de magistratura nada como isso passou pela minha mesa antes.”
Além de homicídio, o réu que também foi condenado por vilipêndio de cadáver. Stefan R. permaneceu em silêncio e sem manifestar qualquer expressão enquanto a sentença era proferida no tribunal.
Mais casos
Segundo a DW, o caso de Stefan R. evocou memória de outros episódios de canibalismo. Em 2015, Detlev Günzel, um ex-policial alemão, foi condenado a oito anos e meio de prisão por assassinar um homem que conheceu num site de fetichistas de canibalismo e esquartejá-lo numa câmara de sadomasoquismo.
Günzel, 58 anos, cortou o corpo em pequenos pedaços numa espécie de abatedouro que construiu em seu porão, antes de enterrá-los em seu jardim. Não havia evidências de que tenha comido qualquer parte da vítima.
Em um caso mais célebre, ocorrido em 2001 e que chocou a Alemanha, Armin Meiwes, apelidado de “canibal de Rotenburg“, foi condenado à prisão perpétua. O técnico de informática, castrou um outro homem, aparentemente com o consentimento dele, assassinou-o com uma punhalada do pescoço e comeu sua carne.
Os dois haviam se conhecido pela internet. O corpo do engenheiro de Berlim foi cortado em pedaços e congelado, para ser consumido aos poucos.






















