Presidente da França disse que ainda há espaço para formalizar a paz com a Rússia
Pequim acredita que a expansão da Aliança Atlântica não contribui para a segurança e estabilidade globais, de acordo com um comunicado publicado hoje, terça-feira (8) no site oficial da Missão chinesa na União Europeia.
“Trinta anos após o fim da Guerra Fria, a OTAN continua expandindo sua geografia e alcance das operações, se envolvendo em blocos políticos e confrontos. Isso não contribui para a segurança e estabilidade global. A China considera que a segurança regional não deve ser garantida através do reforço ou da expansão dos blocos militares”, disse o comunicado.
“Exortamos a OTAN a abandonar a mentalidade da Guerra Fria e viés ideológico, a respeitar a soberania, segurança, interesses e diversidade de civilizações, história e cultura de outros países, a ter uma visão objetiva e imparcial do desenvolvimento pacífico e fazer mais para aumentar a confiança mútua entre os países e manter a paz e a estabilidade regionais”.
O presidente francês, Emmanuel Macron, visitou ontem (07) a Rússia e se reuniu com o presidente Vladimir Putin. “Hoje todos nós devemos achar um caminho de paz na Europa e um caminho de estabilidade na Europa, agora ainda há oportunidade e tempo para isso”, afirmou Macron durante coletiva com o líder russo após a reunião.
Ele afirmou que a França e a Rússia têm alguns pontos de contato em suas posições, e observou que ele e Putin conseguiram encontrar esses pontos na questão da Ucrânia. Acrescentou ainda que a Rússia e a UE devem resolver o conflito na Ucrânia. Por sua vez, Vladimir Putin discordou da visão de Macron de que Moscou violaria a integridade territorial ucraniana.
Ele disse também que, se a Ucrânia integrar a OTAN e tentar recuperar a Crimeia, os países europeus automaticamente serão envolvidos em uma guerra sem vencedores.
Moscou, por sua parte, fará tudo para achar compromissos satisfatórios para todos. Mas a Rússia não permitirá que a Ucrânia tente recuperar a Crimeia por meios militares, ressaltou. Hoje (8), o presidente francês visita Kiev, para se reunir com o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, e discutir a crise em torno do país.


