Sua morte foi em consequência de um aneurisma. Dida foi um profissional aplicado e premiado
O repórter-fotográfico Francisco de Assis Sampaio, o Dida, faleceu nesta tarde, Ele não resistiu a um aneurisma, Colegas de trabalho lamentam a morte do profissional premiado que por anos é a referência profissional e também como pessoa simples e gentil. Ainda não foram informados por enquanto os detalhes do velório e do sepultamento.
Dida nasceu no Ceará e adotou Brasília como sua terra. Fotografou nada menos que sete presidentes da República, segundo registrou o jornalista Marcelo Tognozzi num recente artigo publicado no espaço de Ricardo Noblat, no Metrópoles.
Recentemente, foi candidato a secretário no Comitê de Imprensa da Câmara, na chapa encabeçada pelo jornalista Gilmar Corrêa. A chapa perdeu por apenas um voto numa disputa inédita e histórica. Dida foi um guerreiro ao mobilizar profissionais que sempre eram esquecidos, como os repórteres-cinematográficos.
Vai deixar muita saudade. Profissional extremamente zeloso e amigo. Dida Sampaio trabalhava na sucursal de Brasília do jornal O Estado de São Paulo.

Registro do Estadão em maio de 2020
Um dos mais destacados repórteres-fotográficos do País, Dida Sampaio, da sucursal do Estadão em Brasília, fez imagens de histórias do poder e momentos impactantes vividos pelos brasileiros nas mais remotas regiões do País. Vencedor de dois prêmios Esso e três Vladimir Herzog, ele congelou movimentos de índios, ribeirinhos, presidentes eleitos do pós-ditadura e lideranças internacionais, como Nelson Mandela, João Paulo II, Bill Clinton e Barack Obama.
Em busca do melhor ângulo e de histórias, o profissional percorreu aldeias indígenas e garimpos da Amazônia e povoados sertanejos do Nordeste. Fotografou áreas desmatadas da floresta e municípios castigados pelas estiagens no semiárido. A cada clique, um registro contundente da diversidade do Brasil, da política e da democracia.
Da Praça dos Três Poderes em frente ao Palácio do Planalto, ele captou as tradicionais subidas pela rampa dos presidentes eleitos – Fernando Collor (1990), Fernando Henrique (1995 e 1999), Luiz Inácio Lula da Silva (2003 e 2007), Dilma Rousseff (2011 e 2015) e Jair Bolsonaro (2019) – e de visitantes internacionais, como Bill Clinton (1997), Nelson Mandela (1998), papa João Paulo II (1991) e Barack Obama (2011).
Em maio de 2020, Dida foi agredido por manifestantes bolsonaristas quando fazia a cobertura de uma manifestação convocada pelos aliados do presidente Jair Bolsonaro; levou chutes, murros e empurrões. As agressões motivaram notas de repúdio de ministros do Supremo, do Congresso, de partidos políticos, das Forças Armadas e das principais associações da imprensa brasileira.





















