Os funcionários da autoridade monetária querem reajuste salarial de 26,3%. Na receita a queixa é falta de recursos
A reunião desta terça-feira (05) entre o governo federal e representantes dos servidores do Banco Central, que estão em greve desde sexta-feira (01), terminou sem a apresentação de uma proposta de reajuste, segundo o sindicato da categoria.
O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) afirmou após o encontro com Leonardo Sultani, titular da Secretaria de Gestão de Pessoas do Ministério da Economia, que, “como não houve proposta oficial, a nossa resposta vai ser a manutenção e a intensificação da greve”.
Os funcionários da autoridade monetária querem reajuste salarial de 26,3%, referente à inflação de 2019 a 2022, além da reestruturação de carreiras (demanda que não tem impacto financeiro, segundo o Sinal). Mas haviam sinalizado a disposição para negociar com o governo.
Após os servidores alertarem que o dinheiro da Receita Federal estaria perto do fim, com ameaça de uma paralisação do órgão ainda no primeiro semestre, o Ministério da Economia decidiu recompor o orçamento do Fisco. Mas os auditores dizem que os novos recursos também serão insuficientes para chegar ao fim do ano.
Desde dezembro, o Sindifisco Nacional reclama do corte de R$ 1,2 bilhão no orçamento da Receita para 2022. O governo publicou recentemente um decreto de reprogramação orçamentária com um aumento de R$ 468,5 milhões no orçamento do Ministério da Economia para este ano.
De acordo com fontes da equipe econômica, recompor o orçamento da Receita é uma das prioridades para a aplicação destes recursos, mas outras áreas da pasta também devem ser contempladas, segundo o Infomoney.





















