O dono da União Química teria feito um acordo através do PP, o que teria provocado o Republicanos
O empresário mineiro Fernando de Castro Marques (PP) deverá ser indicado primeiro suplente na chapa da deputada Flávia Arruda (PL), que deverá concorrer ao Senado Federal em outubro. Marques é dono da farmacêutica União Química, que pretendia fabricar no Brasil a vacina russa Sputnik V contra a Covid-19.
O empresário de 67 anos que declarou à Justiça Eleitoral, em 2018, patrimônio de R$ 667 milhões, entrou novamente no jogo político deste ano através de um acordo com os Arruda, o governador Ibaneis Rocha (MDB) e com o Palácio do Planalto. A sua entrada no cenário majoritário provocou uma crise com o Republicanos, que pretendia indicar a vaga a suplente de Flávia Arruda.
Na segunda-feira, a ex-ministra Damaraes Alves (Republicanos), lançou a sua pré-candidatura ao Senado Federal. Foi um recado à composição partidária governista. Há quem aposte que a cúpula do Republicanos e os evangélicos ligados à Igreja Universal falam sério com a candidatura e podem rasgar o acordo prévio com o PL, o PP e o MDB.
Fernando de Castro Marques testou as urnas eleitorais nas últimas eleições a partir de uma ampla coligação com seis partidos. Candidato ao Senado, obteve 124.904 votos, 4,74% dos sufrágios válidos. Naquela eleição, foram eleitos Izalci Lucas (PSDB) e Leila Bairros (PDT).
O empresário teria financiado pelo menos cinco candidaturas, entre as quais, a do ex-deputado Rogério Rosso ao governo distrital. Depois de perder no primeiro turno, Rosso declarou apoio a Ibaneis Rocha.
Desta vez, Rosso também no PP, quer voltar à Câmara dos Deputados. O ex-parlamentar chegou a governar o Distrito Federal num mandato tampão com a cassação de José Roberto Arruda. Há três anos, trabalha como executivo na União Química.
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