Paulo Guedes admite o “inferno da inflação”

Ministro da Economia Paulo Guedes Misto Brasília
Ministro Paulo Guedes é o responsável pela economia, assim como Bolsonaro/Arquivo/Agência Brasil
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Ministro fala como se não vivesse no Brasil e não fizesse parte do governo Bolsonaro desde o início

O ministro da Economia, Paulo Guedes, considera que o Brasil já superou o “inferno da inflação“. “Era minha convicção que iríamos sofrer menos. Está faltando manteiga na Holanda, tem gente brigando na fila da gasolina no interior da Inglaterra, que teve a maior inflação dos últimos 40 anos e vai ter dois dígitos já já. Eles estão indo para o inferno”, disse Guedes.



Ele participou de evento da Arko Advice e Traders Club, em São Paulo, nesta quinta-feira (19). Neste mesmo evento em São Paulo, o ministro avaliou que crise entre os Poderes, que ele reconhece estar sendo inflamada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), está “pegando mal” para o país, registrou O Tempo.

“Nós já saímos do inferno, tentaram nos empurrar de novo, mas já conhecemos o caminho, já estivemos lá, sabemos como se sai rápido do fundo do poço”, acrescentou.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial no Brasil, subiu 1,06% em abril, levemente acima da expectativa do mercado, que era de uma alta de 1%.

Foi a maior inflação para o mês desde 1996. Com isso, no acumulado de 12 meses, a alta chega a 12,13%. Nos quatro primeiros meses de 2022, a inflação já é de 4,29%, acima da meta prevista pelo Banco Central para o ano todo, que é de 3,5%. A informação foi divulgada na sexta-feira (08) pelo IBGE.



Além disso, analistas do mercado financeiro voltaram a elevar a projeção da inflação no país para 2022 e 2023. Agora, os especialistas ouvidos pelo Banco Central no Boletim Focus apostam em um IPCA de 7,89% ao fim do ano. Na projeção anterior, feita em fins de abril, a expectativa era de uma inflação oficial na casa de 7,65%.

Com isso, o índice de preços continua se distanciando da meta do BC para o ano, que é de 3,5%, com tolerância até 5%. Para o ano de 2023, os analisas também elevaram a projeção da inflação, mas em ritmo menor. Se há uma semana a aposta para o ano que vem era de inflação de 4%, agora a aposta passou a ser 4,1%.


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