Setor movimenta até R$ 407,5 bilhões e propostas podem facilitar acesso da população
O Brasil lidera o ranking dos países que mais realizam cirurgias plásticas, segundo os dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). São realizadas por ano 1,5 milhão de cirurgias.
Com os procedimentos estéticos e cirúrgicos, estima-se que o mercado atual gira entre US$ 65 bilhões (cerca de R$ 325 bilhões) e US$ 87,5 bilhões (cerca de R$ 407,5 bilhões).
Para discutir esse mercado e novos investimentos, no próximo dia 28 haverá um café da manhã dos representantes do setor com os senadores. O encontro é patrocinado pela Frente Parlamentar em Apoio aos Investimentos Estrangeiros para o Brasil e pela Associação Brasileira dos Profissionais de Saúde (Abrapos), que é presidida pelo cirurgião plástico Thiago Marra.
A pauta do encontro prevê uma discussão sobre medidas para trazer investimentos estrangeiros para o Brasil, como forma de movimentar toda a indústria da cirurgia plástica. Com novos capitais. seria possível tornar os procedimentos mais acessíveis para a população. Também será discutido o chamado turismo médico, que é cada vez maior no país.
De acordo com a Abrapos, 24 milhões de pacientes permanecem até 22 dias na fila por uma cirurgia plástica e gastam uma média de US$ 3.410 por visita, incluindo custos médicos, serviços locais, hospedagem, transporte, internação, e tratamentos estéticos.
A alta na oferta de intervenções estéticas em consultórios de Odontologia também se intensificou após a pandemia e esquentou o embate entre os cirurgiões plásticos e cirurgiões dentistas, que apresentam um custo inferior a 80%. Levantamento divulgado no último ano pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética apontou que o Brasil foi o país que mais realizou procedimentos cirúrgicos na face e na cabeça.
Foram 483,8 mil durante o período de um ano. Com 143 mil registros, a cirurgia de pálpebra (blefaroplastia), seguida pela rinoplastia com 87,9 mil, foram as mais realizadas.
“Se acrescentássemos mais 550 mil cirurgiões-dentistas, os impactos e reflexos positivos seriam ainda maiores, e assim muito mais procedimentos seriam realizados, conseguindo atender uma demanda muito maior da população”, observou Thiago Marra.























