O ex-agente de segurança Rodolfo Cunha Cordeiro disse que participou de diversos combates
A Sputnik Brasil conversou com Rodolfo Cunha Cordeiro, um brasileiro que deixou tudo para trás para viajar à República Popular de Donetsk (RPD) e combater as forças ucranianas por “solidariedade” ao povo local. Brasileiros também lutam do lado da Ucrânia na guerra que começou em fevereiro.
Rodolfo Cunha Cordeiro tem 34 anos e saiu em 2014 de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, para se juntar às forças da RPD contra os ataques ucranianos. O ex-agente de segurança vive há oito anos como um combatente em Donetsk e afirma que se juntou à luta por “solidariedade”.
Cordeiro atua como comandante de pelotão ou de grupo de combate — a depender da missão — e esteve presente em diversas áreas críticas desde o início do atual conflito na Ucrânia.
“Já passei por quase todos os pontos quentes da guerra“, afirma o brasileiro em entrevista à Sputnik Brasil, acrescentando que a principal mudança desde a chegada das tropas russas na região de Donetsk foi o apoio aéreo e de outros sistemas.
Desde a entrada da Rússia no conflito, o militar afirma que participou em missões perto do mar de Azov, assim como nas regiões de Kiev, Carcóvia e na República Popular de Lugansk (RPL). Cordeiro cita ações em Pervomaisk, Gorlovka, Spartak, Yasinovataya, Staromikhailovka, Shirokino e no aeroporto de Donetsk.
O brasileiro garante que é verdade que os grupos neonazistas usam civis como escudos humanos para evitar ataques e que essa é uma prática que precede o atual conflito. Essa tática foi denunciada diversas vezes pelos militares russos.




















