Gravações incriminam Bolsonaro no caso Milton Ribeiro

Bolsonaro e Milton Ribeiro posse Misto Brasília
Milton Ribeiro durante solenidade no Planalto com Bolsonaro/Arquivo/Divulgação
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Conversa entre a filha e Milton Ribeiro sugere também que ambos sabiam que estavam sendo grampeados

Novo capítulo em torno das investigações e prisão do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, colocam no centro da polômica o próprio presidente Jair Bolsonaro (PL). As gravações vazadas da Polícia Federal sugerem que o próprio presidente sabia da provável prisão.

Conversas entre o ex-ministro e a filha sugere que ambos sabiam que estavam sendo grampeados. O escândalo começou quando o delegado da Polícia Federal reclamou que Milton Ribeiro teve privilégios quando foi executada a prisão em Santos.



O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro disse em 9 de junho, durante conversa telefônica com sua filha, que o presidente Jair Bolsonaro (PL) teve um “pressentimento” sobre a realização de operações de busca e apreensão da PF envolvendo supostos desvios no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

“A única coisa meio… hoje o presidente me ligou… ele tá com um pressentimento, novamente, que eles podem querer atingi-lo através de mim, sabe? É que eu tenho mandado versículos pra ele, né?”, disse Ribeiro para a filha, segundo a PF.



“A única coisa meio… hoje o presidente me ligou… ele tá com um pressentimento, novamente, que eles podem querer atingi-lo através de mim, sabe? É que eu tenho mandado versículos pra ele, né?”, disse Ribeiro para a filha, segundo a PF

“Ele quer que você pare de mandar mensagens?”, responde a filha….



“Não! Não é isso… ele acha que vão fazer uma busca e apreensão… em casa… sabe… é… é muito triste. Bom! Isso pode acontecer, né? Se houver indícios, né?”…

De acordo com o Poder360, as escutas foram utilizadas pelo juiz Renato Borelli, da Justiça Federal em Brasília, que determinou no começo da noite de quinta-feira (23), o envio da investigação de volta para Supremo Tribunal Federal, por suposta interferência do presidente Bolsonaro.



O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal ontem. O órgão afirma haver “indício de vazamento da operação policial e possível interferência ilícita por parte do Presidente da República Jair Messias Bolsonaro nas investigações

Em nota, a defesa de Ribeiro afirma que “recebeu com surpresa a decisão judicial de remessa dos autos” de volta para o STF. “Observando o áudio citado na decisão, causa espécie que se esteja fazendo menção a gravações/mensagens envolvendo autoridade com foro privilegiado, ocorridas antes da deflagração da operação.”


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