É o que aponta um estudo divulgado nesta segunda-feira sobre a política de cotas raciais
Levantamento divulgado hoje (29) aponta extrema necessidade da elaboração de estratégias de investigação e de prevenção às fraudes nas cotas. E há urgência de uma efetiva implementação isonômica e regular da política de cotas raciais nos programas de pós-graduação.
Os dados avaliados acerca das taxas de ingresso e ocupação revelam que a ampliação de ingresso nas universidades foi muito considerável. Entretanto, a ocupação das vagas reservadas foi inferior ao potencial de alcance, o que aponta para a necessidade de aperfeiçoamento dos mecanismos de ingresso.
Em comparação com o total de ingresso do ensino superior brasileiro, percebe-se que o impacto das cotas nas universidades federais ainda é relativamente pequeno.
O estudo “Pesquisa sobre a Implementação da Política de Cotas Raciais nas Universidades Federais” foi elaborado pela Associação Brasileira de Pesquisadores Negros e pela Defensoria Pública da União (DPU).
Do ponto de vista do ingresso de estudantes negros (as), os dados revelaram que a Lei nº 12.711/2012 significou um incremento importante nas universidades federais. A ampliação do Ensino Superior brasileiro entre os anos 1960 e 2000 se configurou como um espaço de exclusão da população negra e indígena.
Com adoção das ações afirmativas, entre 2003 e 2012, houve um impacto importante na presença de pessoas negras na educação superior. Em comparação com o total de ingresso do ensino superior brasileiro, percebe-se que o impacto das cotas nas universidades federais ainda é relativamente pequeno, segundo o documento. O Brasil possui 69 universidades federais, das quais 59 foram instituídas antes do ano de 2013, e dez após a sanção da Lei nº 12.711/2012.





















