Nível de queimadas é o maior em agosto desde 2010

Queimada Pantanal
O helicóptero que caiu ajudava no combate ao incêndio no Pantanal/Arquivo/DW
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Dados divulgados hoje pelo Inpe, indica crescimento de 16,7% se comparado com o ano passado

Por Misto Brasília – DF

Em agosto foram registrados 33.116 focos de calor no bioma Amazônia – todos ilegais. Os dados são do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e divulgados nesta quinta-feira (01).

Do total de focos de calor do ano registrados até 31 de agosto – 46.022, houve um aumento de 16,7% em relação ao ano passado, maior número acumulado para o período desde 2019.



Desse total, 43% ocorreram apenas em dez municípios da Amazônia, sendo cinco deles localizados na região da Amacro, considerada a nova fronteira de expansão da economia da destruição na Amazônia e que vem acelerando as taxas de desmatamento e queimadas, segundo informou o Greenpeace.

Do total de focos de calor, 13,8% ocorreram em Unidades de Conservação (UC), e 5,9%, em Terras Indígenas (TI). Outro dado que preocupa é que mais de 10.600 queimadas, cerca de ¼ do total, ocorreram em florestas públicas não destinadas. Mais um indício do avanço da grilagem.


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