O destaque foi a bisnaguinha, mas os pães tradicionais representam a maior parte dos negócios
Por Misto Brasília – DF
A categoria de pães industrializados foi a que mais cresceu durante a pandemia da Covid-19. A constatação é da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi). Neste domingo (16) é comemorado o Dia Mundial do Pão.
Em 2019 foram consumidas 541 mil toneladas de pães industrializados no Brasil, no ano seguinte o total subiu para 612 mil toneladas e em 2021, as indústrias de pães movimentaram um total de R$ 9,5 bilhões – receita 18,4% a mais que em 2020 (R$ 8,1 bilhões) – resultante da venda de 648 mil toneladas de produtos, com crescimento de 5,9%.
A ampliação da variedade de pães industrializados foi decisiva para que a categoria ganhasse espaço no mercado, de acordo com o presidente da entidade, Cláudio Zanão.
Outros dois fatores fundamentais foram a disponibilidade dos produtos, com o fechamento das padarias, e o aumento da longevidade, estendendo a data de validade do queridinho das despensas.
Levantamento feito pela Kantar WorldPanel a pedido da Abimapi. apontam que em 2021 o grande destaque foram as bisnaguinhas, a categoria cresceu 7% em volume e registrou um aumento super expressivo em penetração, de 44% dos lares para 48%. “Este tipo de pão atende principalmente as famílias com crianças, com a volta às aulas”, pontua Zanão.
Os pães tradicionais (pão de forma branco) representam maior parte do volume e valor da categoria e são os que mais contribuem para alta de 6,1% em valor do total pães. A classe D/E aumentou o consumo de pães no período e contribui positivamente em volume. Quanto a faixa etária, os shoppers de 50+ mantém-se como principais.























