Foi aprovado uma ampla reforma e alguns membros do alto escalão irão deixar seus cargos
O 20º Congresso do Partido Comunista Chinês (PCC), encerrado neste sábado (22), consolidou o poder do presidente Xi Jinping. A liderança aconteceu através de uma série de emendas constitucionais. Elas reforçam sua liderança e aumentam sua influência nos principais comitês internos da legenda.
Os 2,3 mil delegados do partido endossaram o papel central de Xi na liderança do país, o que praticamente lhe assegura um inédito terceiro mandado à frente do governo chinês. No Congresso, realizado a cada cinco anos, são decididos os rumos do país pelos anos seguintes.
Os delegados aprovaram uma ampla reforma. Isso fará com que alguns membros do alto escalão o governo deixem seus cargos no próximo ano. Var dar a Xi o poder de indicar seus aliados para estas posições.
Foi aprovada por unanimidade uma resolução que obriga todos os membros do PCC a reconhecerem “a posição central do camarada Xi Jinping no Comitê Central do Partido e no Partido como um todo”. O novo Comitê Central, de cerca de 200 membros, foi eleito pouco antes da cerimônia de encerramento do Congresso.
A lista das autoridades eleitas revelou que quatro dos sete membros do Comitê Permanente do PCC – o núcleo central do poder chinês – serão substituídos. As trocas incluem o primeiro-ministro, Li Keqiang, e os líderes Han Zheng, Li Zhanshu e Wang Yang, sendo que este último chegou a ser cogitado como possível sucessor do premiê.
A aposentadoria de Han Zheng e Li Zhanshu já era prevista, uma vez que ambos estão acima da idade limite de 68 anos, algo que, no entanto, não se aplica a Xi Jinping, de 69 anos.


















