No Distrito Federal, a favelização obriga quase 140 mil pessoas a morar em locais sem infraestrutura
Por Misto Brasília – DF
Esta sexta-feira (04) é o Dia da Favela. A data foi criada para lembrar que 35 milhões de brasileiros vivem sem água tratada. E 100 milhões não têm acesso à coleta de esgoto.
No Brasil, número de favelas aumentou 48% em menos de dez anos. São Paulo, o estado mais rico da federação, ganhou 24 novas favelas durante a pandemia. Os cálculos foram apresentados pela Central Única das Favelas (Cufa).
De acordo com a estimativa do IBGE, em 2019 havia 5.127.747 milhões de domicílios ocupados em 13.151 mil aglomerados subnormais. Essas comunidades estavam localizadas em 734 municípios em todos os estados do país, incluindo o Distrito Federal.
De acordo com o levantamento do IBGE feito em 2012, o DF possui 36 aglomerações classificadas como favelas. Nesses locais, moram 133.556 brasilienses. Em média, 3,7 pessoas dividem cada barraco. A maior delas é a do Sol Nascente, que ocupa uma área de quase mil hectares. A Estrutural a Estrutural é região mais pobre com renda de R$ 485,97 per capita.
A favelização no Distrito Federal incrementou-se na última década, registrou em 2014, Rômulo José da Costa Ribeiro, urbanista e coordenador de pesquisas sobre o Distrito Federal no Observatório das Metrópoles.
Entre os estados, o Amazonas (34,59%) tem a maior proporção de domicílios em ocupações irregulares. Em seguida, figuram o Espírito Santo (26,1%), Amapá (21,58%), Pará (19,68%) e o Rio de Janeiro (12,63%). Em São Paulo, (7,09%) dos domicílios estão nessas localidades.


