Nota da Standard & Poor’s Global Ratings observa que o país terá fraquíssima capacidade de investir
Em nota a seus investidores, a agência de notação financeira Standard & Poor’s Global Ratings estima que o novo presidente eleito do Brasil, Lula da Silva (PT), não deverá reverter as principais reformas econômicas que levaram a um aumento do investimento privado nos últimos anos.
“A maior parte das revisões regulamentares e o enquadramento para as concessões não foram emendas constitucionais, mas revertê-las por completo implicaria uma maioria simples no Congresso, de que o Partidos dos Trabalhadores (PT) não dispõe”. Foi o que apontaram os analistas da agência de rating , numa nota sobre o que esperar do próximo governo brasileiro divulgada neste domingo (06).
“Devido a sua fraquíssima capacidade para investir, acreditamos que o governo de Lula não terá incentivos para reverter completamente as mudanças promovidas pelo governo de Bolsonaro, que levaram a níveis mais elevados de investimentos do setor privado nos últimos anos.”
Tendência de crescimento em 1,8% até 2024
Na nota enviada aos investidores, a que a agência de notícias Lusa teve acesso, a S&P salienta que não espera uma aceleração significativa no crescimento da economia brasileira. Disse que o desempenho econômico é uma das principais fraquezas do ponto de vista da análise da qualidade do crédito.
“Apesar de as âncoras institucionais serem relativamente estáveis, da estrutura econômica diversificada e de um forte setor externo, a tendência de crescimento do Brasil está estimada em 1,8% entre 2022 e 2024″, diz a S&P. A agência reviu a previsão de crescimento do Brasil para este ano, de 0,8% para 2,5%.
“Os esforços das autoridades monetárias para conter a inflação vão resultar em condições mais adversas para o financiamento doméstico e global, o que abrandará o crescimento para 0,6% em 2023.”
Os analistas estimam ainda que, com novas políticas macroeconômicas e condições de financiamento mais favoráveis, o PIB pode acelerar para um crescimento de 2% em 2024 e 2025. Apesar de ser positivo face à expansão média de 0,4%, entre 2012 e 2021, o índice está ainda bem abaixo da média dos mercados emergentes no nível mundial, informou a Agência DW.




















