Promessas na Pesca, Mulheres, Desenvolvimento Regional e Direitos Humanos

Ministro Sílvio Almeida Misto Brasília
O ex-ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida,/Arquivo/ Agência Brasil
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Ministros tomaram posse nesta tarde em cerimônias concorridas. Vereadora de Salvador vai comandar a Funarte

Por Alan Rodrigues, Vladimir Platonow, Marcelo Brandão, André Richter e Pedro Peduzzi

O novo ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, assumiu o cargo na tarde de hoje (3), em Brasília. Em seu discurso, defendeu o apoio e criação de políticas públicas para geração de renda e apoio a pescadores artesanais.

“O novo ministério sinaliza o apoio ao desenvolvimento mais amplo da pesca artesanal, da aquicultura e da pesca industrial, cujo equilíbrio entre produção de alimentos saudáveis, geração de renda e trabalho, participação e justiça socioambiental devem caminhar juntos”.



A posse de André de Paula marca o retorno do Ministério da Pesca ao governo federal. A pasta deixou de existir em 2015. No governo passado, tinha status de secretaria.

O ministro adotou o tom de reconstrução, referindo-se às políticas públicas voltadas à sociedade, sobretudo aos mais necessitados.

“O momento é de reconstrução, união e resgate. A recriação do ministério expressa um decisivo momento para o Brasil e um gesto valioso do governo do presidente Lula, que guarda consonância com as demandas históricas e populares da sociedade”, disse.



Mulheres e desenvolvimento regional

Especialista em violência de gênero, Aparecida Gonçalves assumiu o novo Ministério das Mulheres, criado pelo governo Lula a partir do desmembramento do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

Além da nova pasta, responsável por promover os direitos das mulheres e propor políticas públicas federais setoriais, a extinção do MMFDH – criado durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro – também deu vez ao Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, a ser chefiado pelo advogado e filósofo Sílvio Almeida.



Em uma cerimônia concorrida, prestigiada por várias ministras, como Marina Silva (Meio Ambiente), Margareth Menezes (Cultura), Anielle Franco (Igualdade Racial), Sônia Guajajara (Povos Indígenas) e Esther Dweck (Gestão), Aparecida Gonçalves criticou a proposta orçamentária elaborada pelo governo anterior e reivindicou mais dinheiro para sua pasta.

O novo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, disse hoje (3) que vai dedicar esforços para tornar o país mais justo e desenvolvido. As declarações foram feitas durante cerimônia de transmissão de cargo.

“Sei que não será uma missão fácil. Herdamos um Brasil que foi desgovernado nos últimos anos, com o agravamento das desigualdades regionais e o consequente aumento da fome e da pobreza no país”, afirmou.



Entre as medidas que serão tomadas na nova gestão, Góes adiantou que vai buscar aumentar a participação de fundos constitucionais para financiar a integração regional do país, além de retomar obras e fortalecer autarquias, como a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco (Codevasf).

“Nossa atuação será pautada na eficiência e transparência, sem desperdícios, aplicando os recursos públicos em busca de resultados sociais concretos para promoção da integração nacional e do desenvolvimento regional sustentável”, garantiu.

Ministra Aparecida Gonçalves Misto Brasília
Ministra Aparecida Gonçalves que assumiu hoje o Ministério das Mulheres/Divulgação



Resgatar a história do negro no Brasil

O número de desafios na área de direitos humanos para o governo que se inicia não é pequeno, como ficou evidente na listagem de grupos e ações detalhadas durante na cerimônia de transmissão de cargo que oficializou na pasta de Direitos Humanos e Cidadania o ministro Sílvio Almeida.

Em discurso, Almeida citou um ditado iorubá sobre a indissociabilidade de presente, passado e futuro, para ressaltar “a grandiosidade das lutas de ancestrais“, correlacionando-as ao momento presente, de retomada de políticas públicas em prol de um “futuro com desenvolvimento inclusivo, sustentável e radicalmente democrático”.



Iorubá é o nome de uma das maiores etnias do continente africano.

“Diz um antigo ditado iorubá: Exu matou pássaro ontem com uma pedra que jogou hoje. Presente, passado e futuro são realidades entremeadas. Não nos movimentamos apenas em um plano. Isso é importante dizer para que não nos esqueçamos jamais da grandiosidade das nossas lutas”, disse.

“O passado está relacionado ao que somos e ao que podemos ser. Portanto, minha primeira mensagem é a reverência à luta por memória, verdade e justiça”, acrescentou.



Maria Marighella Funarte Misto Brasília
Maria Marighella vai assumir a presidência da Funarte, ligada ao Ministério da Cultura/Divulgação

Vereadora neta de Marighella assume a Funarte

A vereadora por Salvador Maria Marighella vai assumir a presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte). O anúncio, feito na segunda-feira (2) pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, foi confirmado nesta terça-feira (3) nas redes sociais por Maria, que é neta do revolucionário Carlos Marighella.

“Neste momento de retomada democrática do nosso país, recebi o convite para assumir a presidência da Fundação Nacional de Artes – Funarte, entidade vinculada ao Ministério da Cultura, com a tarefa irrefutável de retomarmos a construção da Política Nacional das Artes – interrompida pelo golpe de 2016, e conectarmos essas políticas ao Brasil do futuro que tanto sonhamos”, escreveu Maria em sua conta do Twitter.

Na mensagem, Maria, que tem 46 anos e é também atriz e produtora cultural, confirmou que aceitou o cargo e agradeceu o convite feito pela ministra da Cultura.


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