Rodoviários aprovam greve e ônibus do DF podem parar dia 28

Rodoviária do Plano Piloto DF Misto Brasília
Detalhe do piso inferior da Rodoviária do Plano Piloto/Arquivo/Agência Brasília
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De acordo com a direção sindical, a paralisação só será evitada caso as empresas concessionárias apresentem uma proposta formal.

Por Misto Brasília – DF

Os trabalhadores do transporte público coletivo do Distrito Federal aprovaram indicativo de greve geral com início marcado para a próxima segunda-feira (28).

A decisão, tomada por unanimidade em assembleia do Sindicato dos Rodoviários, ocorre após meses de negociações travadas sobre a data-base da categoria, vencida em julho.

Entre as principais reivindicações estão a recomposição salarial com ganho real, manutenção de benefícios, jornada de seis horas corridas e a garantia de emprego para os cobradores.

De acordo com a direção sindical, a paralisação só será evitada caso as empresas concessionárias apresentem uma proposta formal que atenda aos pleitos da categoria antes da data limite.

O anúncio provocou reação do Governo do Distrito Federal. A governadora Celina Leão declarou que não aceitará “pressão eleitoral” durante a campanha e descartou qualquer debate sobre recomposição ou reajuste tarifário no momento.

Celina pontuou que o Executivo mantém auditorias nos contratos do sistema, mas reafirmou que a gestão não se deixará constranger por prazos fixados no período eleitoral.

Resumo do caso

  • O fato: Os rodoviários do Distrito Federal aprovaram, por unanimidade em assembleia realizada no domingo (20), a decretação de greve geral na frota de ônibus a partir da próxima segunda-feira (28).

  • Pauta do Sindicato: Exigem reajuste salarial (com ganho real acima da inflação acumulada desde julho, data-base da categoria), manutenção do acordo coletivo, jornada de 6 horas, manutenção dos benefícios e garantia de emprego para cobradores — mesmo com o fim da circulação de dinheiro em espécie.

  • Posição da governadora Celina Leão: Afirmou que não aceitará “pressão eleitoral” no meio da campanha e descartou discutir reajuste tarifário no momento. Pontuou que o governo mantém auditoria nos contratos e que está aberta ao diálogo, mas sem ceder a prazos impostos pela categoria em período político.

  • Cenário até a greve: O sindicato informou que aguarda contraproposta das empresas patronais até domingo (27) e que pode realizar paralisações pontuais de advertência durante esta semana.

 

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