O ex-jogador de futebol escolheu o local de sepultamento em “local que transmite paz espiritual”
Ainda em vida, Pelé tomou importantes decisões sobre sua última despedida. Entre os últimos desejos do maior futebolista de todos os tempos estão o local do velório e o cemitério onde será enterrado nesta terça-feira (03/01) – escolha essa feita há quase 20 anos.
Em 2003, Edson Arantes do Nascimento, então com 62 anos, adquiriu um lóculo no cemitério vertical Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos. À época, ele explicou sua escolha numa entrevista ao jornal A Tribuna.
“Escolhi por sua organização, limpeza e estrutura. É um local que transmite paz espiritual e tranquilidade, onde a pessoa não se sente deprimida, sequer parece com um cemitério”, contou Pelé.
Localizado no bairro santista do Marapé, o Memorial Necrópole Ecumênica é considerado o mais alto cemitério vertical do mundo, de acordo com o Guinness Book, o livro dos recordes. Inaugurado em 1991, o cemitério tem 40 mil metros quadrados, 14 andares e mais de 18 mil lóculos. Parentes e amigos de Pelé estão enterrados lá.
O rei do futebol escolheu um lóculo no nono andar, com vista para o estádio Vila Belmiro, em homenagem ao pai, João Ramos do Nascimento. “Ele era centroavante e usava a camisa nove. Por isso, escolhi o andar com este número e que dá para ver o estádio. Com certeza, ele iria aprovar a ideia”, disse Pelé à época.
Ele também lembrou o desejo da família de permanecer em Santos. Apesar de terem vindo Minas Gerais, o pai e avó do ex-jogador optaram por serem enterrados na cidade paulista. Na mesma entrevista, Pelé falou sobre sua relação com a morte.
“Não tenho medo algum da morte. Isso, como já falei, ainda vai demorar muito para acontecer comigo. E tem outra coisa: o Pelé não vai ser sepultado no Memorial. Ele é imortal, eterno. Quem vai ser é o Edson”, ressaltou ao jornal.


