Governadora em exercício do Distrito Federal disse que o titular do cargo volta ao final do prazo do seu afastamento
Por Misto Brasília – DF
A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão (PP), voltou a reafirmar nesta tarde que o governador afastado, Ibaneis Rocha (MDB), não foi consultado sobre a indicação do novo secretário de Segurança Pública do DF.
O delegado da Polícia Federal, Sandro Avelar, foi anunciado ontem (25) à tarde por Celina e pelo interventor da segurança, Ricardo Cappelli. Ele assume o cargo no dia 31, data que termina a intervenção federal no sistema de segurança do Distrito Federal.
Nas entrevistas que concedeu nesta quinta-feira (26) à Rádio CBN e à GloboNews, ela procurou ser sintética nas respostas. Disse que nunca tinha imaginado que algo como aconteceu no domingo, dia 8, poderia acontecer. E garantiu que “a apuração está acontecendo para que tudo seja esclarecido”.
Celina Leão disse também que espera que o retorno do governador aconteça no fim do prazo do seu afastamento, determinado pelo Supremo Tribunal Federal. “Espero que Ibaneis consiga responder rapidamente que não tem responsabilidades” nos atos antidemocráticos.
A governadora em exercício disse que Ibaneis deve provar inocência, e que seus atos como governadora atendem aos interesses da administração pública. Segundo Celina Leão, a intervenção federal na segurança foi bem-sucedida porque houve uma ampla colaboração do governo distrital.
Interventor atrasa entrega de relatório por conta de imagens
A divulgação de novas imagens de vândalos e golpistas destruindo o patrimônio público na Praça dos Três Poderes, e depredando o interior da sede do Supremo Tribunal Federal (STF) motivou o interventor, Ricardo Cappelli, a adiar a apresentação de seu relatório..
Cappelli entregaria o documento ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, ainda hoje (26), mas no início da manhã, sua equipe informou que o interventor pediu uma análise cuidadosa das cenas registradas pelas câmeras do circuito interno de segurança do STF e por drones, segundo a Agência Brasil.
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O objetivo é verificar se os vídeos tornados públicos esta semana contêm detalhes importantes para a investigação que ainda não constem do relatório. Com isso, a apresentação do relatório foi adiada para amanhã (27).
Nas imagens divulgadas ontem (25), é possível ver os policiais militares recuando ao serem atacados por extremistas que lançavam pedras, paus e outros objetos contra os agentes.
Com o recuo dos poucos policiais mobilizados, a multidão avançou em direção ao Palácio do Planalto, ao Congresso Nacional e ao prédio do STF, onde destruiu parte das instalações, documentos e peças de grande valor histórico e artístico. O primeiro andar do STF foi totalmente destruído de como ficou o STF após a ação dos vândalos.






















