Confirmação oficial do navio de guerra sem serventia contraria ambientalistas e o ministério Público
Apesar dos protestos de diversas organizações ambientais, a Marinha do Brasil anunciou ter afundado no Oceano Atlântico, no fim da tarde de sexta-feira (03), o antigo porta-aviões São Paulo, cheio de amianto, tintas contendo microplásticos e outros resíduos tóxicos.
O “afundamento planejado e controlado“, iniciado com três furos no casco, transcorreu a cerca de 350 quilómetros da costa brasileira, a “aproximadamente 5 mil metros de profundidade”, informou a Marinha em comunicado.
Na quarta-feira, a instituição admitiu não ter alternativa senão remover o casco de 266 metros de comprimento, descrito pela associação Robin Hood como um “pacote tóxico de 30 mil toneladas“: “Tendo em conta os riscos envolvidos no reboque e a deterioração […] a única solução é abandonar o casco, afundando-o de forma controlada”, explicou a Marinha em declaração conjunta com o Ministério da Defesa.
O Ministério Público, que tentou sustar a operação através de uma série de processos judiciais, alertou para as consequências, salientando que o porta-aviões “contém 9,6 toneladas de amianto, uma substância com potencial tóxico e cancerígeno, bem como 644 toneladas de tintas e outros materiais perigosos”. Existe um “risco de danos ambientais graves […] em particular porque o casco está danificado”, argumentou o órgão.





















